Como montar uma agência de viagens e turismo

Gelson Santos - AGS Contabilidade
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Esta pensando em como montar uma agência de viagens e turismo? Preparamos esse artigo completo com todas informações. Monte sua agência de viagens e turismo agora mesmo.

As Agências de Viagens e Turismo comercializam produtos relacionados à viagens: passagens áreas, marítimas ou terrestres, aluguel de carros, hospedagem, pacotes turísticos, excursões, ingressos para atrações em outras cidades ou países etc.

Trabalha com o sonho de férias, com excursões com propósitos de um grupo de pessoas e até mesmo com viagens executivas. Ao longo do tempo apresentaram uma série de transformações até atingirem o estágio atual que ainda continua evoluindo.

Segundo o histórico apresentado pela ABAV – Associação Brasileira de Agências de Viagens e Turismo, o conceito de “viajar” foi lapidado ao longo do tempo, pelos empreendedores desse segmento de mercado.

Atualmente, o Brasil constitui um destino turístico reconhecido mundialmente pela sua diversidade cultural e ambiental. Segundo dados do Ministério do Turismo, em 2018, o Brasil recebeu cerca de 6.620.000 turistas estrangeiros.

Já o desembarque doméstico representou um total de cerca de 95,5 milhões no mesmo ano, uma variação de 3,66% para mais no comparativo com o ano de 2017. Isto torna uma oportunidade de expansão do mercado e consequentemente para abertura de novas agências de viagens.

Levantamento divulgado pelo Banco Central mostra que os brasileiros gastaram o valor de US$ 18,263 bilhões em viagens ao exterior em 2018. Mesmo com o crescimento lento da economia brasileira em 2018, dados do IBGE mostraram que o setor do turismo teve reação positiva, com um aumento real de 2% no volume de atividades turísticas.

Mesmo já estabelecidos como grandes consumidores globais, porém, a maioria dos turistas nacionais prefere viajar pelo Brasil a ir para fora do país.

É pelo menos o que afirma a pesquisa “Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem”, realizada pelo Ministério do Turismo e pela Fundação Getúlio Vargas.

Desses turistas em potencial, 82,8% priorizarão passeios dentro do território nacional. Por outro lado, 16,3% deles manifestaram intenção de fazer jornadas para fora do Brasil.

E cerca de 0,9% se mostraram indecisos em relação ao destino de suas viagens. Assim, pode promover um aumento expressivo de pessoas buscando os serviços das Agências de Viagens.

A origem das agências de viagens e turismo se relaciona às antigas civilizações, tendo sua evolução retratada por fatos turísticos narrados nos séculos XIX, XX e XXI.

A agência de viagens mais antiga do mundo foi a Companhia Cox & Kings, criada em 1758, onde Thomas Cook, se tornou pioneiro por seu planejamento desde 1841 de excursões religiosas em grupo.

Contudo, as agências de viagens se desenvolveram, somente a partir dos anos 20, com o desenvolvimento da aviação comercial.

Neste conteúdo serão apresentadas informações importantes para o empreendedor que tem intenção de como montar uma agência de viagens e turismo.

Este documento não substitui o Plano de Negócios, que é imprescindível para iniciar um empreendimento com alta probabilidade de sucesso.

Como está o mercado de Agência de turismo e Viagens

As oportunidades de negócios são definidas pelas possibilidades de bons resultados que o empreendedor vislumbra ao implantar um novo empreendimento.

O conhecimento real das possibilidades de sucesso somente será possível através de pesquisa de mercado.

Uma pesquisa não precisa ser sofisticada, dispendiosa – em termos financeiros – ou complexa. Ela pode ser elaborada de forma simplificada e aplicada pelo próprio empresário, para estudar a concorrência já instalada, o tipo de público predominante na região em termos de capacidade aquisitiva,a cultura e as expectativas que as pessoas têm em relação a uma Agência de Viagens e Turismo.

Também é importante pesquisar o padrão de qualidade ofertado e os preços praticados pelos concorrentes, tanto em produtos quanto em serviços e atendimento.

É muito grande o risco de abrir as portas sem conhecimento do mercado concorrente e consumidor.

As ameaças são representadas por todas as possibilidades de insucesso que o futuro empresário pode identificar para o novo negócio. A realização da pesquisa fornece subsídios para a previsão de dificuldades que poderão aparecer pelo caminho.

Algumas ameaças e oportunidades de montar uma agência de viagens e turismo merecem destaque:

ameaças

  • Serviços oferecidos pela internet, provendo contato direto das pessoas com hotéis, companhias aéreas e demais serviços diminuindo a necessidade de intermediários;
  • Elevada carga tributária;
  • Redução da oferta de assentos pelas companhias aéreas em voos internacionais;
  • A volatilidade da taxa de câmbio;
  • Escassez de pessoal qualificado;

Oportunidades

  • Melhoria no padrão de vida dos brasileiros nos últimos 10 anos e o conseqüente aumento da procura por serviços de turismo;
  • Aumento de captação de eventos de negócios no país, incrementando o mercado de Turismo de Negócios;
  • Campanha do Ministério do Turismo incentivando os brasileiros a conhecerem as belezas do Brasil.

Local para montar uma agência de viagens e turismo

Para identificar o local ideal para montar uma agência de viagens e turismo é necessário que o empreendedor defina qual o público que se pretende atingir e atender. A partir dessa definição pode-se pensar em configurações distintas de estrutura e localização.

Se o empreendedor optar em montar uma agência de viagens e turismo fora dos grandes centros, é preciso observar a facilidade de acesso ao local do futuro empreendimento, seja por meio de locomoção particular ou pública.

Outros aspectos que precisam ser observados quanto à localização do novo empreendimento:

  • Capacidade de estacionamento (local ou próximo);
  • Local que permita o fluxo livre de pedestres. Dê preferência por locais e regiões onde tem maior fluxo de pessoas;
  • A localização deve oferecer disponibilidade de serviços como internet de banda larga e telefone.

Hoje em dia com a globalização e a internet, as agencias online são uma tendência, um em cada três usuários da internet visita sites de viagem.

Este modelo requer um baixo investimento pois não há necessidade de estrutura física para o público e pode ser estruturado na casa do empreendedor. A vantagem ainda está na agência online processar pedidos 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Os modelos de agências de viagens e turismo online podem ser adaptados ao modelo de Home Office, ou escritório de trabalho em casa.

Os equipamentos e móveis necessários são simples e baratos, e qualquer que seja a necessidade de adaptação com relação a reforma ou construção, o custo será menor que a agencia tradicional.

Porém, não significa que o novo empreendimento dispense o Plano de Negócios para que sejam verificados pontos como: formalização do negócio, custos, mercado etc.

Aspectos Legais

Para dar início ao processo de abertura da empresa é necessário que se cumpra os seguintes procedimentos antes de saber montar uma agência de viagens e turismo:

  • Consulta Comercial

Antes de realizar qualquer procedimento para abertura de uma empresa o primeiro passo é realizar uma consulta prévia na prefeitura ou administração local.

A consulta tem por objetivo verificar se no local escolhido para a abertura da empresa é permitido o funcionamento da atividade que se deseja empreender.

Outro aspecto que precisa ser pesquisado é o endereço. Em algumas cidades, o endereço registrado na prefeitura é diferente do endereço que todos conhecem.

Neste caso, é necessário o endereço correto, de acordo com o da prefeitura, para registrar o contrato social, sob pena de ter de refazê-lo.

Órgão responsável: Prefeitura Municipal; Secretaria Municipal de Urbanismo.

  • Busca de nome e marca

Verificar se existe alguma empresa registrada com o nome pretendido e a marca que será utilizada.

Órgão responsável: Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples) e Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).Arquivamento do contrato social/Declaração de Empresa Individual

Este passo consiste no registro do contrato social. Verifica-se também, os antecedentes dos sócios ou empresário junto a Receita Federal, através de pesquisas do CPF.

Para montar uma agência de viagens e turismo o requerente deverá procurar um escritório de contabilidade e/ou junta comercial em sua cidade onde possa obter informações quanto à documentação necessária para se constituir uma empresa.

Na elaboração do ato constitutivo e, também, na escolha das atividades econômicas (CNAEs) para o CNPJ, é importante observar a Lei das Agências de Turismo nº 12.974/2014.

Órgão responsável: Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples).

  • Solicitação do CNPJ

Órgão responsável: Receita Federal.

  • Solicitação da Inscrição Estadual

Órgão responsável: Receita Estadual

  • Alvará de licença e Registro na Secretaria Municipal de Fazenda

O Alvará de licença é o documento que fornece o consentimento para empresa desenvolver as atividades no local pretendido.

Órgão responsável: Prefeitura Municipal; Secretaria Municipal da Fazenda.

  • Matrícula no INSS

Órgão responsável: Instituto Nacional de Seguridade Social; Divisão de Matrículas – INSS.

Seguem abaixo as principais legislações relacionadas diretamente ao turismo:

  1. a) Lei n°. 12.974/2014 – dispõe sobre as atividades das agências de turismo.
  2. b) Lei nº. 11.771/2008 – dispõe sobre a política nacional de turismo, define as atribuições do governo federal no planejamento, desenvolvimento e estímulo ao setor turístico; revoga a lei n° 6.505, de 13 de dezembro de 1977, o decreto-lei n° 2.294, de 21 de novembro de 1986, e dispositivos da lei n° 8.181, de 28 de março de 1991; e dá outras providências.
  3. c) Lei nº. 8.623/93 – Dispõe sobre a profissão do guia de turismo e dá outras providências.

Cadastur é o sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor de turismo. O cadastro garante diversas vantagens e oportunidades de negócios aos seus cadastrados e é também uma importante fonte de consulta para o turista.

O programa é executado pelo Ministério do Turismo em parceria com os órgãos oficiais de turismo nos 26 estados e no Distrito Federal.

O Cadastro é obrigatório para as seguintes atividades (Lei nº 11.771/08 e nº 8.623/93):

  • Agências de turismo
  • Meios de hospedagem (albergue, condo-hotel, flat, hotel urbano, hotel de selva, hotel fazenda, hotel histórico, pousada, resort e cama & café
  • Guias de turismo
  • Transportadoras turísticas
  • Acampamentos turísticos
  • Organizadoras de eventos
  • Parques temáticos

Em caráter opcional, também poderão se cadastrar:

  • Restaurantes, cafeterias, bares e similares;
  • Centros ou locais destinados a convenções, feiras, exposições e similares;
  • Parques temáticos aquáticos;
  • Empreendimentos de equipamentos de entretenimento e lazer;
  • Marinas e empreendimentos de apoio ao turismo náutico;
  • Empreendimentos de apoio à pesca desportiva;
  • Casas de espetáculos, shows e equipamentos de animação turística;
  • Prestadores de serviços de infraestrutura de apoio a eventos;
  • Locadoras de veículos para turistas; e
  • Prestadores especializados em segmentos turísticos.

Recomenda-se a leitura também do:

  • Código de Ética Mundial para o Turismo.

Plano Nacional de Turismo.

Estrutura para montar uma agência de Viagens e Turismo

A área mínima necessária para montar uma Agência de Viagens e Turismo é de aproximadamente 15m², podendo variar de 40m² a 100m², sendo necessárias inicialmente para o atendimento, duas pessoas. A agência pode funcionar numa sala comercial com banheiro.

Basicamente você precisará de um único ambiente onde receberá seus clientes e efetuará as vendas ali mesmo. Ter uma pequena copa para servir café e água aos clientes pode ser um diferencial.

Apresenta-se abaixo uma estrutura de agência de viagens e turismo considerando a disponibilização de espaços específicos para área de atendimento e administrativa.

Os espaços indicados acima devem ser dotados de lay-out adequado, respeitando a facilidade de movimentação, conforme segue:

  1. a) ATENDIMENTO – proceder a disponibilização e instalação de mesas, computadores, scanner, telefones, copiadora, impressora, cartazes/banners de roteiros turísticos, dentre outros itens, de forma extremamente organizada e harmônica, possibilitando facilidade de circulação nesse espaço. A iluminação é um item a ser bem observado. É necessário ter mesas com cadeiras para atendimento ao cliente e sofás de espera para clientes aguardarem atendimento.

O ideal é que haja uma área que aproveite o máximo a luz natural, evitando sempre que possível a utilização de iluminação artificial e nos espaços necessários deve-se optar pelas lâmpadas fluorescentes, já que elas consomem menos energia.

  1. b) ADMINISTRATIVA – o mobiliário, microcomputadores, impressora, dentre outros itens devem estar alocados organizadamente, possibilitando o desenvolvimento das atividades de escritório administrativo-financeiro.

Não existe uma regra clara e objetiva para a definição da estrutura física necessária para instalação de uma Agência de Viagens e turismo.

Os setores deverão ser separados da melhor forma para que seja possível conseguir uma maior produtividade possível de cada colaborador.

O mais importante é que você tenha uma estrutura agradável e confortável para atender seus clientes. O local precisa ser limpo e bem arrumado.

Decoração aconchegante que remete lugares turísticos também podem ser utilizados para melhorar a receptividade ao cliente.

Considerando uma agência de turismo online, a estrutura pode ser um ambiente em home office como um escritório, que deve dispor de mobiliário adequado para atender as necessidades da empresa.

Monte uma boa equipe

Para montar uma agência de viagens e turismo a organização de cargos e funções em uma agência de viagens deve se orientar de acordo com as dimensões de suas instalações, de seus recursos humanos e de seus recursos materiais.

O empreendedor que está iniciando um negócio deve estar atento para não exceder os custos. A folha de pagamento é uma das grandes responsáveis por elevar os custos das empresas.

Para amenizar os custos iniciais, convém optar pela contratação de uma equipe enxuta.

Dessa forma, podem-se definir, de acordo com a estrutura da empresa, os cargos e funções necessárias para cumprir os processos de trabalho.

Cada posto de trabalho deve ser analisado e ter uma razão para existir. De acordo com empreendedores do ramo, para começar, em uma agência com 15m², basta um funcionário com a função de agente de viagens e um responsável pela gestão do negócio que pode ser o proprietário.

Perfil do profissional de turismo – agente de viagens

Profissional com formação e cultura suficientes para apresentar a seus clientes opções de destinos e atrações do mundo com precisão e segurança.

Importante nessa profissão o conhecimento detalhado de mapas, localização de cidades e capitais e climas. Diferencial ser bem informados sobre conhecimentos gerais e política em todo o mundo.

Ter sensibilidade para identificar o perfil de seu cliente: padrão financeiro, preferências e costumes que vão influenciar no sucesso de sua viagem. Ter conhecimento de aspectos culturais de cada região e país.

Para atuar na profissão, não há exigências formais requeridas como uma escolaridade mínima. Porém, é desejável que o candidato tenha ao menos o ensino médio completo, noções de informática e curso técnico profissionalizante de agente de viagens.

É importante que o profissional tenha interesse por diferentes culturas e gosto por conhecer novos lugares. Existem ainda algumas características importantes que o profissional deve apresentar:

– Atitude positiva e confiante no relacionamento com os clientes;

– Habilidade de comunicar-se de forma eficaz;

– Capacidade de solucionar problemas e imprevistos;

– Capacidade de tomar decisões sem necessidade de supervisão;

– Conhecimento dos produtos comercializados;

– Habilidades de venda e comercialização;

– Capacidade de identificar novas tendências turísticas.

– Utilização de ferramentas de tecnologia e sistemas;

– Capacidade administrativa e de controle.

– Experiência em técnica de agenciamento;

– Domínio de línguas estrangeiras.

Para as funções administrativas da agência o profissional deve ter as seguintes habilidades e características:

– Acompanhar o desempenho profissional de seus empregados;

– Desenvolver um processo de relacionamento contínuo com os clientes, fornecedores e comunidade local;

– Ter iniciativa para buscar informações e atualizar-se sobre o negócio;

– Liderar pessoas e formar equipes.

– Ter capacidade para resolver problemas;

– Planejar, coordenar e avaliar a obtenção de resultados;

– Manter-se informado em relação às tendências do mercado;

– Ter uma rede de contatos relacionamento / parcerias / interação;

– Fortalecer o relacionamento público e privado.

– Ter domínio em finanças, controle e supervisionar a gestão desses assuntos;

– Atingir metas desafiadoras de vendas;

– Acompanhar as atualizações na legislação geral e específica.

– Utilizar ferramentas de tecnologia e sistemas.

– Dominar línguas estrangeiras.

A capacitação de profissionais deste ramo de negócio deve estar direcionada para o desenvolvimento das competências citadas acima.

O piso salarial dos empregados de uma Agência de Viagens e Turismo geralmente é regulado pelos Sindicatos dos Empregados em Agências de Viagens e Turismo.

A partir do piso salarial estabelecido pelo sindicato, o empresário deverá manter políticas que remunerem adequadamente os empregados, considerando-se os níveis de competências pessoais.

Quando o agente de viagens de viagens trabalha dentro de agência, muitas vezes ele vem com salário fixo e tem remuneração variada de acordo com o atingimento de metas, tal qual como se fosse um vendedor de lojas.

Você poderá encontrar informações atualizadas sobre o mercado para agente de viagens nesse link.

Ao adotar uma política de retenção de pessoal, oferecendo incentivos e benefícios financeiros ou não, a empresa poderá diminuir os níveis de rotatividade e obter vantagens como a criação de vínculo entre funcionários e clientes e ainda a diminuição de custos com:

– recrutamento e seleção;

– treinamento de novos funcionários;

– custos com demissões.

O empreendedor deve ter um funcionário responsável pela limpeza da agência, bem como serviços de copa.

Equipamentos necessários para montar uma agência de viagens e turismo

Os equipamentos necessários para a montagem de uma Agência de Viagens e Turismo são basicamente os citados abaixo:

– Microcomputador;

– Telefone / celular;

– Impressora multifuncional;

– Mesa;

– Cadeiras;

– Armários.

O empreendedor precisará dotar a Agência de Viagens e Turismo, desde o seu início, com software especifico de atendimento automatizado dos clientes tanto externo quanto interno, que passa pelo processo de emissão de bilhetes/e-ticket de passagens, de notas fiscais, de comprovante eletrônico de pacotes turísticos, dentre outros.

O empresário deve avaliar se existe necessidade de instalação de sistema de alarmes, instalação de câmeras, bem como a contratação de seguro para os equipamentos e estoque, considerando os riscos pertinentes à região ou local em que a loja está instalada

Matéria Prima e Mercadoria da agência

A gestão de estoques apresenta particularidades de acordo com o tipo do negócio – comércio ou prestação de serviço. De qualquer forma, deve-se buscar a eficiência nesta gestão, sendo que o estoque de mercadorias deve ser suficiente para o adequado funcionamento da empresa, mas mínimo, para reduzir o impacto no capital de giro.

Fique atento, pois a falta de mercadorias pode representar a perda de uma venda. Por outro lado, possuir mercadorias estocadas por muito tempo é deixar dinheiro parado.

É essencial o bom desempenho na gestão de estoques, com foco no equilíbrio entre oferta e demanda. Esse equilíbrio deve ser sistematicamente conferido, com base, entre outros, nestes três indicadores de desempenho:

1 – Giro dos estoques: número de vezes que o capital investido em estoques é recuperado por meio das vendas. É medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.

Quanto maior for a frequência de entregas dos fornecedores, em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.

2 – Cobertura dos estoques: indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.

3 – Nível de serviço ao cliente: demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, no varejo de pronta entrega (segmento em que o cliente quer receber a mercadoria ou o serviço imediatamente após a escolha), pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

Serviços oferecidos de acordo com legislação vigente:

Venda comissionada ou intermediação remunerada na comercialização de passagens, passeios, viagens e excursões, nas modalidades aérea, aquaviária, terrestre, ferroviária e conjugadas;

Assessoramento, planejamento e organização de atividades associadas à execução de viagens turísticas ou excursões;

Organização de programas, serviços, roteiros e itinerários de viagens, individuais ou em grupo, e intermediação remunerada na sua execução e comercialização; e

Organização de programas e serviços relativos a viagens educacionais ou culturais e intermediação remunerada na sua execução e comercialização.

Estes produtos são apenas alguns dos que podem ser oferecidos. Uma grande variedade de outros itens são criados e incorporados pelos empreendedores desse segmento de agência de viagens e turismo.

O empresário deverá estar disponível e atento para ter em seu mix comercial “aquilo que o cliente busca e gosta” e não apenas “aquilo que lhe agrade”. O gosto do consumidor pode diferir do gosto do empreendedor.

Organização do Processo

O processo produtivo de uma Agência de Viagens e Turismo consiste na prestação de serviços de apoio turístico na condição de agente emissivo e receptivo, incluindo também a criação e colocação no mercado de produtos que possam vir a ser ofertados em seu mix comercial.

Nesse conjunto de serviços prestados deverá estar toda estrutura de apoio ao cliente, no que se refere à comercialização de passagens, hospedagem, alimentação e etc.

Desta forma a agência suprirá o cliente com o apoio necessário para aproveitar com tranquilidade a viagem.

O processo produtivo básico de atendimento de uma Agência de Viagens e Turismo ocorre da seguinte maneira:

1) O cliente, geralmente, faz pesquisas em agências, internet, sites e até mesmo no próprio site da agência, além de pegar dicas com amigos.

Assim, ele já chega à agência sabendo o que quer, bem como tem noção dos valores de mercado.

2) O agente de viagens avalia a necessidade do cliente, ajudando-o a filtrar informações da internet.

3) O agente de viagens faz cotações nos sistemas disponíveis na agência e passa o pacote para o cliente via e-mail.

4) O agente de viagens mantém contatos com o cliente via telefone, e-mail, whatsApp etc. Muitas vezes, a transação é feita sem que o cliente vá até à agência.

5) Cliente embarca, muitas vezes, com assistência no aeroporto.

6) Em algumas situações, o cliente vai até a agência efetuar pagamento, receber voucher (elaborado pela própria agência) e passagem aérea (e-ticket). Por meio de uma reunião, obtém-se os últimos detalhes da viagem. Em outras situações, toda a transação de pagamento, entrega de vouchers , e-ticket e informações é feita sem que o cliente vá a agência.

A organização do processo produtivo deve ser adaptado e otimizado observando os seguintes pontos:

– Identifique os serviços adicionais que podem ser oferecidos aos clientes, como traslados, passeios e seguro viagem;

– Mapeia a necessidade do cliente, caso ele chegue a sua agência sem uma decisão tomada sobre o destino de sua viagem, oferecendo pacotes personalizados como um diferencial do seu negócio;

– Crie um padrão de atendimento para cada tipo de cliente. Para aqueles que já possuem uma ideia de compra na cabeça, ajudando melhorar suas necessidade e para aqueles clientes indecisos que ainda não fecharam o destino e/ou tipo de viagem a ser adquirida, percebendo o perfil de cada cliente.

– Aprenda a lidar com objeções e saiba argumentar sem se tornar o vendedor “chato” empurrando uma solução, causando efeito contrário e fazer com que o cliente desista da compra.

Além disso, o agente de turismo responsável pela venda deve participar do início ao fim da viagem do cliente. Ele deve ser devidamente treinado e qualificado para atendimento e serviço, observando o tipo de turismo que o cliente procura seja de lazer, negócios ou eventos.

A venda do pacote não encerra o trabalho da agência de viagens e turismo. O agente de turismo fica à disposição para qualquer imprevisto — cancelamentos de voos, extravio de bagagens, insatisfação com hotéis.

Outro diferencial é que os agentes costumam conhecer as pessoas certas para acionar no momento de crise.

A automação de alguns processos ajudam a melhorar a produtividade dentro de uma agência como: gestão financeira, cadastro e gestão de clientes e fornecedores.

Automações para agência de viagens e turismo

O nível de automação para este tipo de empresa é expressivo, apesar de não envolver soluções tecnológicas inovadoras.

O empreendimento requer equipamentos (microcomputadores) com boa capacidade de processamento, bem como de um software que auxilie tanto na emissão de bilhetes / e-ticket de passagens, quanto na montagem de roteiros turísticos, incluindo visualização de mapas, dentre outros elementos que possam facilitar a composição dos produtos e apresentar um melhor entendimento da região que será visitada.

Da mesma forma, tal software deverá, de preferência, funcionar como um sistema integrado de gestão empresarial, buscando com isto facilitar a gestão operacional, administrativa e financeira da empresa.

Isto porque como esse tipo de empresa trabalha normalmente como “intermediária” de negócios, sua remuneração dá-se via pagamento de comissão pelas diversas empresas que representam, por exemplo, as empresas aéreas, hotéis, operadoras de turismo, dentre outras.

Deve-se manter um rigoroso controle dos montantes comercializados e as respectivas comissões recebidas.

As Agências de Viagens e Turismo que fazem a emissão de seus bilhetes de passagens diretamente em sua agência, sem necessitar da utilização do “browser” das companhias aéreas especificamente, encontram no mercado diversos softwares que atendem essa necessidade de emissão nas agências de viagens e turismo, mas como base de pesquisa cita-se os dois mais comuns que são:

AMADEUS e o MONDE, sendo que a agência deverá avaliar cada um desses softwares ou outros no mercado e ver o que melhor se adequa as suas necessidades e expectativas.

Caso o empreendedor não adote as providências de automação de sua Agência de Viagens e Turismo desde o início de seu empreendimento, existirá uma grande possibilidade de fracasso em curtíssimo espaço de tempo, já que esse tipo de estabelecimento comercial deve primar pela sofisticação e pontualidade.

Canais de Comunicação

Uma Agência de Viagens e Turismo pode utilizar mais de um canal para fazer com que seus produtos cheguem até o cliente. Dentre eles pode-se elencar a loja física e uma loja virtual.

Ao fazer a opção da adoção de multicanais, a empresa precisa estar consciente de suas competências e recursos. Para atuar em vários canais a empresa deverá estar apta a agir com rapidez para fazer negócios e a ter uma infra-estrutura adequada para gestão.

Se a opção da agência de viagem for por ter multicanais, um conceito de integração entre loja físicas, virtuais e clientes é o omnichannel, que se baseia na convergência de todos os canais utilizados por uma empresa.

Trata-se da possibilidade de fazer com que o consumidor não veja diferença entre o mundo online e o offline. O conceito de multicanal, é completamente focado na experiência do consumidor nos canais existentes de uma determinada marca.

Dessa maneira o consumidor satisfaz suas necessidades onde e quando desejar, no momento mais confortável para ele, não havendo restrições de local, horário ou meio.

Uma tendência do omnichannel para uma agência de viagem e turismo é desenvolver seu próprio aplicativo para celular.

Essa é uma estratégia interessante a partir do momento que a sua agência possuir uma quantidade significativa de clientes, que poderão aproveitariam a facilidade na hora de reservar a próxima viagem.

Se atente para o app ser objetivo e sem atritos na navegação, onde ofereça uma experiência rápida e sem estresse, sendo intuitivo e que facilite a compra do cliente.

Independente do canal adotado é necessário capacitar o(s) funcionário(s) para o uso adequado das ferramentas de venda, de forma que possam oferecer o melhor atendimento aos clientes.

O atendimento online não substitui a experiencia direta agente-cliente. O cliente poderá fazer um primeiro contato com suas ofertas e produtos online e posteriormente finalizar sua compra pessoalmente na agência, tendo a experiência de contar com um agente qualificado para atendê-lo em suas necessidades.

Investimentos para abrir uma agência de viagens e turismo

O valor a ser investido num novo negócio envolve um conjunto de fatores, identificados ao longo do processo de instalação do empreendimento.

O investimento para o início das atividades varia de acordo com o porte do empreendimento e os produtos e serviços que serão oferecidos.

Portanto, o investimento inicial compreende todo o capital empregado para iniciar e viabilizar o negócio até o momento de ele tornar-se autossustentável.

São investimentos iniciais comuns a uma empresa deste segmento em meio físico:

INVESTIMENTOS FIXOS

Compreende o capital empregado na compra de imóveis (se for o caso), equipamentos, móveis, utensílios, instalações, veículos;

Mobiliário para atendimento

microcomputador completo 2 R$ 3.000,00
impressora multifuncional 1 R$ 800,00
Mesa 2 R$ 800,00
cadeira 6 R$ 1.800,00
armário para o escritório 4 R$ 1.500,00
poltronas receptivo 2 R$1.000,00
Telefone 2 R$160,00
Máquina de café 1 R$300,00
Purificador de água 1 R$400,00

INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Serviço de internet R$ 200,00
Automação R$600,00
capital de giro R$ 20.000,00

INVESTIMENTOS PRÉ-OPERACIONAIS

São todos os gastos ou despesas realizados com projetos, reforma, pesquisa de mercado, registro da empresa, honorários profissionais e outros.

Reforma e decoração do local R$ 20.000,00
despesas de registro da empresa, honorários profissionais, taxas R$ 3.500,00
material de divulgação do negócio e elaboração de site próprio R$ 4.500,00

PREVISÃO DE FATURAMENTO

Faturamento mensal     R$ 80.000,00

O investimento inicial varia muito de acordo com o porte do empreendimento, as condições do imóvel onde será instalado o negócio (se é imóvel próprio ou não, se precisa de reforma, dentre outras) e a região onde será realizado o empreendimento.

Estima-se que uma agência de viagens de pequeno porte exija um investimento inicial de aproximadamente R$ 60.000,00.

É válido ressaltar que os valores relacionados são apenas uma referência para a constituição de um empreendimento dessa natureza.

Para obter o custo exato, é necessário que o empreendedor planeje os serviços que sua agência irá oferecer, bem como a estrutura necessária para isso.

Além disso, os valores diferem conforme a região onde a empresa irá se instalar, a necessidade de reforma do imóvel, o tipo de mobiliário escolhido, dentre outras condições.

O empreendedor também pode avaliar optar por franquia, que apresenta a vantagem de já ter um modelo de negócio definido e marca conhecida.

Importante lembrar que antes de montar sua empresa, é fundamental que o empreendedor elabore um Plano de Negócios, onde os valores necessários à estruturação da empresa podem ser mais detalhados, em função dos objetivos estabelecidos de retorno e alcance de mercado.

Nessa etapa, é indicado que o empreendedor procure um contador para consultoria adequada ao seu negócio, levando em conta suas particularidades.

O empreendedor também poderá basear-se nas orientações propostas por metodologias de modelagem de negócios, em que é possível analisar o mercado no qual estará inserido, mapeando o segmento de clientes, os atores com quem se relacionará, as atividades chave, as parcerias necessárias, sua estrutura de custos e fontes de receita.

Capital de Giro

O capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez nos ciclos de caixa. Funciona com uma quantia imobilizada (inclusive em bancos) para suportar as oscilações de caixa.

CAPITAL DE GIRO

Reserva de caixa 1 R$20.000,00

Quanto maior o prazo concedido aos clientes para pagamento e quanto maior o prazo de estocagem, maior será a necessidade de capital de giro do negócio.

Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode amenizar a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.

Prazos médios recebidos de fornecedores também devem ser considerados nesse cálculo: quanto maiores os prazos, menor será a necessidade de capital de giro.

O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos seguintes fatores:

  • variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;
  • aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades do mercado;
  • baixo volume de vendas;
  • aumento dos índices de inadimplência;

O ideal é preservar recursos próprios para capital de giro e deixar financiamentos (se houver) para máquinas e equipamentos.

Sempre será muito útil que se tenha certo montante de recursos financeiros reservado para que o negócio possa fluir sem sobressaltos, especialmente no início do projeto.

No entanto, ter esse recurso disponível não é suficiente porquanto ser premissa sua boa gestão, ou seja, somente deverá ser utilizado para honrar compromissos imediatos ou lidar com problemas de última hora.

É importante que o empreendedor mantenha controle sobre suas despesas pessoais e os gastos da empresa a fim de poder estabelecer uma correta mensuração de seu resultado.

Do ponto de vista das receitas no segmento de agência de viagens e turismo, em geral, são recebidas à vista, parceladas no cartão de crédito ou no boleto.

Vale lembrar que a gestão do capital de giro de uma empresa envolve outros fatores que requerem a atenção do empreendedor.

Para evitar e corrigir eventos que, potencialmente provoquem a necessidade de novos aportes de recursos financeiros, o empreendedor deve:

  • evitar custos fixos elevados atentando para despesas de energia, aluguel, internet, dentre outras que possam gerar desembolsos recorrentes acima do desejado;
  • atuar para aumentar a base de clientes;
  • evitar praticar preços que não cubram os custos incorridos ou conceder descontos que possam comprometer a margem de lucro do negócio.

O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido, de forma a não consumir recursos sem previsão, inclusive valores além do pró-labore.

No início, todo o recurso que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio.

Custos

São todos os gastos realizados na comercialização de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos consumidos no processo de produção.

Os custos dentro de um negócio são empregados tanto na elaboração dos serviços ou produtos quanto na manutenção do pleno funcionamento da empresa.

Entre essas despesas, estão o que chamamos de custos fixos e custos variáveis.

CUSTOS VARIÁVEIS

São aqueles que variam diretamente com a quantidade produzida ou vendida, na mesma proporção. Como referência, se descrevem, abaixo, algumas categorias de despesas em valores mensais:

despesas com vendas, propaganda e publicidade em torno de 3% das vendas recursos para manutenções corretivas  cerca de 5% do custo do equipamento ao ano;

CUSTOS FIXOS

São os gastos que permanecem constantes, independente de aumentos ou diminuições na quantidade produzida e vendida. Os custos fixos fazem parte da estrutura do negócio. Segue descrição de alguns itens previstos:

aluguel, taxa de condomínio, IPTU R$ 10.000,00
assessoria contábil R$ 1.000,00
água, luz, telefones e acesso à internet R$ 2.200,00
Limpeza R$ 1.500,00
Impostos R$ 4.800,00
salários administrativos e pró-labore R$ 12.500,00 (pode incluir comissões)

recursos para manutenções corretivas  cerca de 5% do custo do equipamento ao ano;

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio indica se o empreendedor terá sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

Seguem algumas dicas para manter os custos controlados:

  • comprar pelo menor preço;
  • negociar prazos mais extensos para pagamento de fornecedores;
  • evitar gastos e despesas desnecessárias;
  • manter equipe de pessoal enxuta;

reduzir a inadimplência, por meio do uso de cartões de crédito e débito.

Lembramos que estes custos são baseados em estimativas para um pequeno negócio. Aconselhamos ao empresário que queira abrir um negócio dessa natureza que elabore um plano de negócio com a ajuda do Sebrae do seu estado no sentido de estimar os custos exatos do seu empreendimento conforme o porte e os serviços oferecido.

Diversificação no mercado

Nesse segmento de mercado diversificar é o ponto delimitador da barreira entre ser um empresário comum ou de sucesso, já que o processo de apenas atender o cliente todas as demais empresas desse segmento já faz e com maior experiência do que aquela que esteja iniciando suas atividades.

Com isto uma das formas que o empresário tem é primar pela qualidade da prestação de serviços de sua empresa (item obrigatório, não se trata de diversificação), depois disso torna-se mais fácil a implementação de outros pontos relacionados à diversificação, como segue:

  1. a) Trabalhar com a fidelização de clientes, de forma que a prestação de serviços por parte da Agência de Viagens e Turismo, gere em seu público consumidor confiança, respeito e acima de tudo responsabilidade com os produtos que são comercializados na empresa, sendo o ideal para mensurar esse item manter um forte acompanhamento de pós-venda;
  2. b) Manter sempre atualizada a pesquisa de satisfação com a clientela, no que tange a ofertas de produtos, serviços e respectivos preços;
  3. c) Manter um banco de dados de todos os seus clientes atuais e possíveis clientes, possibilitando assim o envio de ofertas promocionais, seja via e-mail ou folder;
  4. d) Inovar sempre, oferecendo produtos novos para a sua base de clientes e também ao público em geral, via propaganda;
  5. e) Manter um excelente relacionamento com seus fornecedores
  6. f) Implementar um contínuo ciclo de treinamentos e capacitação de seu quadro de profissionais, buscando com isto melhoria contínua na qualidade dos serviços e estreitando, de forma respeitosa, os laços de relacionamento com os clientes;
  7. g) Oferecer atendimento em mais de um idioma;
  8. h) Ser prospectivo na elaboração de roteiros e produtos que denotem os atrativos turísticos da região de atuação da Agência de Viagens e Turismo;
  9. i) Ter e manter amplo conhecimento do mercado nacional e internacional;
  10. j) Demonstrar capacidade de captação de clientes pessoas jurídicas, mantendo exclusividade na vendas de passagens, hospedagem e outros serviços requeridos por tais clientes.
  11. l)O empreendedor deverá estar sempre atento ao surgimento de anseios de consumo e expectativa dos clientes ou ainda ter a capacidade de “gerar necessidades de consumo” diante de tais clientes, de uma forma eficaz sem ser que se faça intruso.

Ressalta-se que o empresário deverá buscar manter em sua linha de produtos turísticos a maior variedade possível de roteiros inovadores, opções de hospedagem de alto nível com custo satisfatório, enfim manter elementos e produtos em seu mix de forma que o cliente sinta-se satisfeito e agradecido, fato que o motivará a retornar e também indicar sua empresa.

Poderá ainda se especializar e oferecer atendimento com oferta de pacotes para nichos específicos, tais como:

  • turismo de aventura;
  • ecoturismo;
  • turismo de luxo;
  • turismo corporativo;
  • turismo LGBT;
  • festivais gastronômicos;
  • turismo sustentável;
  • turismo de experiencia;
  • turismo para terceira idade;
  • turismo wellness (bem-estar)

Divulgação da agência de viagens e turismo

Antes de montar uma agência de viagens e turismo é preciso saber como duvulgar a agência.

Trabalhar com turismo significa ajudar pessoas a adquirem experiências únicas em suas vidas. Como viagens são basicamente um investimento para fins diversos, como lazer, trabalho, etc, é preciso que o cliente saiba exatamente onde está injetando seu dinheiro.

Oferecer experiências é a grande chave para atrair clientes e divulgar da melhor maneira seu negócio.

A internet permite que os próprios usuários encontrem passeios, passagens e hospedagem, e tenha acesso a preços baixos e facilidades para comprar sua viagem.

Contudo, mesmo com essa facilidade, muitas pessoas não possuem tempo ou até mesmo habilidade para pesquisas de viagens na internet.

É nesse momento que as agências de turismo e viagens tem um papel fundamental. Sendo a internet um dos maiores canais de divulgação, vale a pena ter um investimento de qualidade nesse canal:

– Construa um bom site com design simples, mas visivelmente agradável e de fácil navegação. Nele você deve mostrar os valores da sua empresa e propostas de serviço que ela oferece. Além disso, vale a pena investir em um site responsivo que seja navegável nos smartphones.

– Ter um blog onde seja criado conteúdos relevantes sobre viagens, turismo, tendencias e destinos é uma forma de atrair, ajudar seus clientes. O blog é uma ótima forma de sua empresa ser encontrada em site de buscas através dos conteúdos que ele gera.

– Crie uma conta da sua agência nas principais redes sociais e dê atenção aos canais de atendimento dessas redes. A experiência dos clientes nas redes sociais com sua empresa é uma forma de mantê-los mais próximos e cria oportunidade de vendas.

– Seja visual em todas as suas ações. Fotos e vídeos geram maior engajamento. Invista em fotos de destinos e experiências de viagens em geral, tanto no site e blog como nas redes sociais. Isso desperta interesse e aumenta a chance de vendas.

– Construa uma lista de e-mail aos poucos e invista no e-mail marketing para divulgar sua empresa, serviços e promoções. Você pode coletar essa informação no atendimento presencial do seu cliente e criar telas de incentivo aos clientes no site e blog para que preencham campos com e-mail em troca de descontos ou de materiais com dicas de roteiros e ofertas.

– Procure manter a divulgação da sua agência como parte importante da sua rotina. Seja através de e-mail marketing ou postagens nas redes sociais, invista em uma comunicação direta com seu público. Nas redes sociais, faça postagens diárias, mas diversifique o conteúdo – elabore cinco ou seis opções diferentes para divulgar ao longo da semana.

– Procure realizar parcerias com empresas que produzam material de divulgação na internet. Assim, sua agência pode utilizá-lo para promover o seu negócio e o do parceiro em si, sem necessariamente envolver gastos a mais com publicidade.

Existem ainda outras maneiras, não menos importantes, de divulgar sua agência de viagens e turismo:

Elabore material de divulgação impresso e distribua nos principais pontos de comércio próximo ao seu estabelecimento.

  • Divulgue suas contas nas redes sociais em todos os materiais;
  • Invista em uma fachada bonita e atraente, caso seu ponto comercial permita essa visibilidade;
  • Participe de eventos e feiras do ramo e
  • Divulgue seu negócio em hotéis da sua cidade.

Todas as formas de divulgação apresentadas são importantes para divulgação da Agência de Viagens e Turismo, e terão o resultado potencializado se o empresário investir no bom atendimento e na qualidade dos produtos.

A atenção dispensada ao consumidor, um produto de qualidade aliados a um preço justo, são a garantia do retorno do cliente. A propaganda boca a boca, feita pelo cliente encantado, é a promoção mais sincera e eficaz.

Informações Fiscais e Tributárias

O código da atividade para montar uma agência de viagens e turismo, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 7911-2/00 como atividades de organização e venda de viagens, pacotes turísticos, excursões; de reserva de hotel e de venda de passagens de empresas de transportes; fornecimento de informação, assessoramento e planejamento de viagens para o público em geral e para clientes comerciais; venda de bilhetes de viagens para qualquer finalidade poderá optar pelo Simples Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições, instituído pela Lei Complementar no 123/2006.

Os pequenos negócios podem optar pelo Simples, desde que sua categoria esteja contemplada no regime, a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse R$ 360 mil para microempresa e R$ 4,8 milhões para empresa de pequeno porte e sejam respeitados os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor de ME e EPP poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional):

  • IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica);
  • CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido);
  • PIS (Programa de Integração Social);
  • COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social);
  • CPP (Contribuição Previdenciária Patronal);
  • ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): para empresas do comércio • ISS (Imposto Sobre Serviços): para empresas que empresas que prestam serviços;
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): para indústrias.

Conforme a Lei Complementar no 123/2006, as alíquotas do Simples Nacional variam de 6% a 33% dependendo da receita bruta auferida pelo negócio.

No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo Simples Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar R$ 81 mil, o empreendedor poderá optar pelo registro como Microempreendedor Individual (MEI), desde que ele não seja dono ou sócio de outra empresa e tenha até um funcionário.

Para se enquadrar no MEI, sua atividade deve constar na tabela da Resolução CGSN no 94/2011 – Anexo XIII (http://www.portaldoempreendedor.gov.br/legislacao/resolucoes/arquivos/ANEXO_XIII.pdf)

Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

  1. I) Sem empregado: 5% do salário mínimo vigente – a título de contribuição previdenciária;
  • R$ 1 de ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias (para empresas de comércio e indústria)
  • R$ 5 de ISS – Imposto sobre Serviços (para empresas de prestadoras de serviços)
  1. II) Com um empregado: (o MEI poderá ter um empregado, desde que ele receba o salário mínimo ou piso da categoria)

O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais:

  • Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;
  • Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Para os empreendedores que preferem não optar pelo Simples Nacional, há os regimes de tributação abaixo:

– Lucro Presumido: É o lucro que se presume através da receita bruta de vendas de mercadorias e/ou prestação de serviços.

Trata-se de uma forma de tributação simplificada utilizada para determinar a base de cálculo dos tributos das pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas à apuração pelo Lucro Real.

Nesse regime, a apuração dos impostos é feita trimestralmente.

A base de cálculo para determinação do valor presumido varia de acordo com a atividade da empresa. Sobre o resultado da equação: Receita Bruta x % (percentual da atividade), aplica-se as alíquotas de:

  • IRPJ – 15%. Poderá haver um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20 mil, no mês, ou R$ 60 mil, no trimestre, uma vez que o imposto é apurado trimestralmente;
  • CSLL – 9%. Não há adicional de imposto;
  • PIS – 1,65% – sobre a receita bruta total, compensável;
  • COFINS – 7,65% – sobre a receita bruta total, compensável.

Incidem também sobre a receita bruta os impostos estaduais e municipais:

  • CMS – Em regra geral, as alíquotas variam conforme o estado, entre 17 e 19%. Alguns produtos ou serviços possuem alíquotas reduzidas ou diferenciadas;
  • ISS – Calculado sobre a receita de prestação de serviços, varia conforme o município onda a empresa estiver sediada, entre 2 e 5%;

Além dos impostos citados acima, sobre a folha de pagamento incidem as contribuições previdenciárias e encargos sociais (tanto para o lucro real quanto para o lucro presumido):

  • INSS – Valor devido pela Empresa – 20% sobre a folha de pagamento de salários, pró-labore e autônomos;
  • INSS – Autônomos – A empresa deverá descontar na fonte e recolher entre 11% da remuneração paga ou creditada a qualquer título no decorrer do mês a autônomos, observado o limite máximo do salário de contribuição (o recolhimento do INSS será feito através da Guia de Previdência Social – GPS);
  • FGTS – Fundo de Garantia por tempo de serviço, incide sobre o valor da folha de salários a alíquota de 8%.

Recomendamos que o empreendedor consulte sempre um contador, para que ele o oriente sobre o enquadramento jurídico e o regime de tributação mais adequado para montar uma agência de viagens e turismo.

Eventos

Entidades da classe em Geral

Relação de entidades para eventuais consultas:

Normas Técnicas

Norma técnica é um documento, estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando a obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

Participam da elaboração de uma norma técnica a sociedade, em geral, representada por: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governo, instituto de pesquisa, universidade e pessoa física).

Toda norma técnica é publicada exclusivamente pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, por ser o foro único de normalização do País.

  1. Normas específicas para Agência de Viagem e Turismo

ABNT NBR 15080:2004 – Turismo – Agente de viagens.

Esta Norma estabelece os resultados esperados e as competências mínimas necessárias para agentes de viagens.

ABNT NBR 15081:2004 – Turismo – Gerente de agência de viagens.

Esta Norma estabelece os resultados esperados e os elementos mínimos de competências para gerente de agência de viagens.

  1. Normas aplicáveis na execução de uma Agência de Viagem e Turismo

ABNT NBR 15842:2010 – Qualidade de serviço para pequeno comércio – Requisitos gerais.

Esta Norma estabelece os requisitos de qualidade para as atividades de venda e serviços adicionais nos estabelecimentos de pequeno comércio, que permitam satisfazer as expectativas do cliente.

ABNT NBR 12693:2010 – Sistemas de proteção por extintores de incêndio.

Esta Norma estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para combate a princípio de incêndio.

ABNT NBR IEC 60839-1-1:2010 – Sistemas de alarme – Parte 1: Requisitos gerais – Seção 1: Geral.

Esta Norma especifica os requisitos gerais para o projeto, instalação, comissionamento (controle após instalação), operação, ensaio de manutenção e registros de sistemas de alarme manual e automático empregados para a proteção de pessoas, de propriedade e do ambiente.

ABNT NBR 9050:2004 Versão Corrigida:2005 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

Esta Norma estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.

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